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Sucesso no passado, os Novos Titãs, o grupo que Robin liderou, está voltando com tudo, impulsionado pelo novo desenho animado. Vamos conhecer um pouco da trajetória desses jovens titãs:
Parceiros juvenis marcaram presença regularmente nas histórias em quadrinhos, desde os primórdios dos super-heróis. Robin foi o primeiro; empatados em segundo lugar, literalmente, dúzias de adolescentes que surgiam nos 3 ou 4 anos seguintes para combater o crime ao lado dos mentores adultos. Capitão América tinha Bucky; Arqueiro Verde, Ricardito; Tocha Humana (Original) tinha Centelha, assim como uma infinidade de super-heróis do segundo time também se dedicava a treinar aprendizes para lutar ao seu lado.
Parceiros juvenis se tornaram quase tão comuns quanto super-heróis: o pensamento entre entre os editores de comics era de que estes davam ao público jovem alguém com quem se identificar.
Mas, os tempos foram mudando. Menos super-heróis e parceiros juvenis eram criados. Assim, os jovens aventureiros começaram a desaparecer no inicio dos anos 50. No final daquela década, a DC fez reviverem vários de seus antigos personagens, como Lanterna Verde, Flash, Gavião Negro e Elektron; além disso reuniu alguns de seus heróis mais populares num grupo conhecido como Liga da Justiça.
Cartas pediam a formação de um supertime compostos pelos colegas mais jovens dos justiceiros. A DC decidiu não se arriscar por algum tempo, para ver se a demanda era duradoura. Como era, a editora fez um teste: a edição número 54 de The Brave and The Bold (junho/julho, 1964), revista de encontros de heróis DC, incluia Kid Flash, Aqualad e Robin reunidos em uma história com argumento de Bob Haney e a arte de Bruno Premiani e Charles Paris. Nessa Aventura os 3 jovens heróis viajavam para uma cidade chamada Hatton Corners para resgatar um grupo de adolescentes das mãos do terrível Senhor Ciclone. Não só trabalharam bem em conjunto, como as vendas da revista foram aparentemente altas, pois, um ano depois, em THE BRAVE AND THE BOLD número 60 (junho/julho, 1965), o trio voltou, dessa vez acompanhado de uma voa heroína chamada Moça-Maravilha. Batizados de Turma Titã apareceram pela terceira vez em Showcase número 59 (novembro/dezembro, 1965)
Dois meses depois, os Titãs finalmente ganharam revista própria. Suas aventuras eram escritas por Haney e geralmente ilustrada por Nick Cardy, um desenhista notável, com estilo marcante, cujo trabalho de arte-final não ficava devendo nada a ninguém. Haney criou uma superequipe diferente de qualquer outra das histórias em quadrinhos. Robin, Kid Flash, Aqualad e Moça-Maravilha não se expressavam como adolescentes dos anos 60, mas da maneira como os adultos imaginavam os jovens daquela época
; era parte do charme dos Titãs.
Os quatro, às vezes acompanhados por Ricardito, tinham seu quartel-general numa caverna. Sempre que recebiam um chamado em seu circuito fechado de tv acessível ao público, acionavam um helicóptero (bem escondido atrás de um outdoor anunciando o programa de tv do BATMAN) e corriam para salvar o dia contra adversários como Scorcher, um desordeiro tão esquentado, que usava um chapéu de bombeiro; Ding-Dong Daddy que envenenava motores e negóciava com carros roubados; e Mad Mod, um estilista ingles que virou muambeiro. Haney e Candy, junto com o semi-irregular desenhista convidado, Irv Novick, guiaram a revista por 17 números. Durante esse período, TEEN TITANS teve uma força instável todo própria.
Com a edição número 18, o novo editor Dick Giordano assumiu o cargo de George Kashdan, trazendo para a revista novos talentos criativos na tentativa de dar um estilo mais moderno e dramático à série. Estreantes como Len Wein, Marv Wolfman, Mike Friedrich e Neal Adams renovaram e expandiram o time ao incluir Rapina e Columba, mais Giordano queria ir além. Assim com a edição 25 (janeiro/fevereiro 1970), os Titãs se viram impossibilitados de evitar a morte de um filantopro.
Incertos quanto ao passo seguinte, os Titãs (fora Robin, que se afastara para cursar a faculdade) abandonaram suas identidades secretas e, ao lado da misteriosa Lilith e de Mal Ducan, se submteram a um programa de treinamento de trabalho em equipe e serviços sociais organizados por outro filantropo, o Senhor Loren Júpiter.
Os Titãs eventualmente recuperam suas identidades heróicas, mas continuaram a atuar sob a proteção de seu novo mentor adulto. Na época, o personagem de Júpiter parecia boa idéia... mas, em retrospecto, foi de alguma forma uma violação da premissa básica dos Titãs: um grupo de adolescentes auto-suficientes, maduros, responsáveis e iguais a qualquer outro herói adulto. Nos ultimos anos, Jupiter foi sendo esquecido e desapareceu das história da equipe.
Nos 3 anos que se seguiram, a magia inocente dos Titãs se exauriu completamente. Somando isso aos tempos dificeis queo gênero dos super-heróis estava passando no início dos anos 70, Teen Titans deixou de ser publicado no número 43 (janeiro/fevereiro, 1973).
Em novembro de 1976, a revista foi retomada (dando continuidade à numeração original) com novo tom e novo angulo pelo escritor Bob Rozakis. Os Titãs estabeleceram outra base de operações sob um restaurante/discoteca chamado Trombeta de Gabriel, em Farmingdale, Long Island (copiado de um edifício perto da casa de Rozakis, "agora sede de uma firma de seguros", lamenta-se o autor). Apesar das histórias inteligentes e mais modernas, repletas de super-heróis (incluindo os Titãs da Costa Oeste, que surgiram nos números 50-52), Teen Titans expirou novamente com a edição 53 (fevereiro 1978), o mesmo número onde a verdadeira origem dos Titãs e sua batalha contra o alienigena Antítese foram relatadas pela primeira vez.
No começo dos anos 80, vários artistas importantes da Marvel foram para a DC. Três deles eram Len Wein e Marv Wolfman, escritores/editores que sempre tiveram um fraco pelos Titãs, e George Perez, um desenhista famoso que havia se tornado conhecido por seu trabalho em Vingadores e Quarteto Fantástico. Tendo Wein como editor e conselheiro, Wolfman e Perez puseram-se a repensar os Titãs em função do público dos nos 80. Juntos decidiram que Robin, Kid Flash e Moça-Maravilha permaneceriam; um antigo convidado especial dos Titãs, Rapaz-Fera, poderia se tornar um Titã com um novo e menos embaraçoso nome: Mutano. E mais 3 personagens seriam integrados ao grupo, logo conquistando o coraçção dos leitores: Estelar, Ravena e Cyborg.
Não desejando desafiar a sorte com um nome que havia fracasssado duas vezes, Wein e Wolfman tentaram convecer a DC de que a revista deveria se chamar simplesmente Os Titãs. Mas havia problemas de direitos autorais. Um meio foi alcançado. Um mês após um "trailer" especial ter sido inserido na revista DC Comics Presents (on de o Superman se aliava a outro herói) nº 26, a primeira edição chegou às bancas.
O nome era THE NEW TEEN TITANS (Os Novos Titãs). Foi um best-seller imediato, Lider de uma linha da DC durante a primeira metade da década de 80.
Virtualmente, tudo nos Novos Titãs diferia de seus predecedoras. A equipe agora raramente lutava contra criminosos comuns; em vez disso, estava organizada por Ravena para combater o malévolo demonio Trigon e, assim, salvar a própria Terra. Seu quartel-general, um enorme "T", a Torre Titã, localizada numa ilha, próxima a Nova Iorque. E a revista estava aberta a mudanças. O grupo avançava numa velocidade mortal; não havia status quo. O time combateu seu mentores na revista JUSTICE LEAGUE OF AMERICA nº 4 (série antiga); encontrou o Homem-Robô e Mento (guardião de Mutano), membros da Patrulha do Destino, há muito tempo sumidos, conheceu o cabeça de um demoniaco culto religioso, Irmão Sangue.
Os Novos Titãs até mesmo lutaram lado a lado com os X-men, num especial único sem continuação, produzido por Chri Claremont, Walt Simonson e Terry Austin em 1982.
Os jovens titânicos ganharam o primeiro novo membro no nº 30, uma jovem chamada Terra, na verdade, uma psicopata que revelou ao Exterminador a identidade dos heróis. Na mesma saga nós vemos como Dick Grayson deixou de ser Robin e se tornou o Asa Noturna. Eles também marcaram presença na origem do Vigilante, o promotor público Adrian Chase, em The New Titans Annual 2.
Mas, os anos passaram e histórias pobres e confusas foram arruinando os Jovens Titãs. A presença de alguns personagens sem o menor carisma também a judaram a acabar com o prestigio da equipe. Muitas mudanças de mebros da equipe começara a acontecer; Wally West abandonou a equipe e deixou de ser Kid Flash, para se tornar o novo Flash, quando Barry Allen morreu. Moça-Maravilha se tornou Tróia. Os Novos Titãs passaram a combater o vilão Gnu, que tinha uma grande seita, o vilão se revelou ser o pacato membro da equipe, Jericó. Ricardito voltou. No combate contra Gnu tudo ficou louco. Ravena morreu. Cyborg foi destruido e reconstruido pelo governo russo, mas ficou catatonico e sem vontade própria. O grande vilão Exterminador virou quase um membro da equipe. Apareceram personagens sem graça como Danny Chase e Phanta. A Torre Titã foi destruida. No fim da saga, nada voltou ao normal. aventura zero nas histórias, havia apenas enrolação. Estrela Vermelha, um herói russo integrou a equipe, Ricardito virou Arsenal e chegou até ser o líder. Surgiu a ridicula Tropa Titã. A equipe de tão ruim foi desaparecendo dos quadrinhos.
O grupo voltou num incidente provocado por Cyborg corrompido, que envolveu quase todos heróis DC. Agora eles eram apenas Os Titãs. Mas, as vendas continuaram baixas.
Nesse momento, novamente como Os Novos Titãs, a equipe volta a uma formação parecida com a mais famosa (e também para quase a mesma do novo desenho animado), Robin (Tim Drake se torna líder), ainda temos Ravena, Cyborg, Estelar e Mutano. E como novos, temos a nova Moça-Maravilha, Superboy e Impulso. Alguns membros como o Asa Noturna foram para o grupo Renegados.
Aqui vemos o novo desenho dos Novos Titãs, que aqui será Os Jovens Titãs.
Mas, se engana quem acha que esssa é a estréia dos Titãs na tv. A Filmation, aquela de desenhos como o velho Batman e He-Man, fizeram em 1967-1969 o desenho do grupo. Que não tinha o Robin e era formado por Ricardito, Moça-Maravilha, Aqualad e Kid Flash (quase irreconhecivel nesse visual novo e terrível).